Médico em Casa

Vacinação de Adultos

Entrevista com a médica Pediatra e Coordenadora Estadual de Imunologia da Secretaria de Saúde de São Paulo
Dra Helena Sato


CRM/SP: 48.467

 

 

Silmara Biazoto                                                                                 Entrevista publicada em  26/04/2019

 

Portal Médico em Casa – Quais as vacinas que são indicadas para os adultos?

Dra Helena Sato – Essa mensagem é importante para aquele adulto que perdeu a carteira e não sabe qual vacina tomou. As vacinas citadas aqui serão para qualquer adulto em qualquer Estado deste país, essas vacinas são disponibilizadas em qualquer posto do SUS.

Na primeira visita é fundamental o adulto receber:

  • A vacina contra a difteria e tétano;
  • A vacina contra a Hepatite B;
  • A tríplice viral: sarampo, rubéola e caxumba (dose única).

Precisamos que esse adulto retorne depois de dois meses para receber:

  • A segunda dose da vacina de difteria e tétano;
  • A segunda dose da Hepatite B;
  • A vacina da febre amarela (dose única).

Ela não é uma vacina apenas para criança, hoje está indicada em todo o território nacional, no calendário básico.

Após dois meses da visita anterior, esse adulto irá receber:

  • A terceira dose contra a difteria e tétano;
  • A terceira dose da Hepatite B.

Sendo assim, com três visitas, com intervalo de dois meses entre elas, todos os adultos que receberem esse esquema de vacinação estarão protegidos contra as principais doenças acometidas nesta faixa etária.

A cada 10 anos é fundamental que qualquer faixa etária receba reforços contra o tétano e a difteria.

 

Portal Médico em Casa – A vacina influenza, todas as pessoas devem tomar?

Dra Helena Sato – Qualquer pessoa a partir de seis meses de idade poderá tomar a vacina contra a influenza. Não há contraindicação, mas a principal mensagem é que as pessoas que fazem parte do grupo de risco precisam tomar porque sabemos que elas podem evoluir com pneumonia e complicações, precisando de internação hospitalar. As outras pessoas poderão tomar? Poderão sim, mas no SUS o foco é para os grupos que precisam mais.

 

Portal Médico em Casa – A vacina da gripe a cada ano recebe novas cepas. Qual o critério para a inclusão?

Dra Helena Sato – A composição é da Organização Mundial da Saúde. Como é que se chega a essa composição? Em cima de uma vigilância epidemiológica do Hemisfério Sul. As vacinas indicadas são as principais doenças que circulam no nosso meio.

A vacina aplicada nas clínicas privadas tem dois tipos do vírus B, agora no SUS temos o B que circula mais no nosso meio.

 

Portal Médico em Casa – Dra, não é muito clara a diferença entre gripe e resfriado. Quais são os sintomas e complicações de cada um?

Dra Helena Sato – No caso da pessoa infectada pelo vírus do resfriado, que é um rinovírus, o quadro é mais leve e são as chamadas viroses com tosse, coriza nasal, algumas pessoas poderão ter febre, com evolução de três a quatro dias. Não precisa tomar antibiótico e com uma alimentação adequada e vias aéreas permeáveis é o suficiente para o paciente se recuperar. No entanto, para as pessoas infectadas pelo vírus influenza, o quadro poderá evoluir em complicações e, de repente, o paciente fica com febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e de cama. Esse é um quadro muito característico.

Os grupos de risco evoluem também com pneumonia e internação hospitalar, que pode abrir caminho para uma infecção bacteriana.

 

Portal Médico em Casa – No caso do idoso é importante manter quais vacinas para ter uma boa qualidade de vida?

Dra Helena Sato – É fundamental que as pessoas com 60 anos ou mais participem anualmente das campanhas nacionais de vacinação contra o vírus influenza para prevenir complicações como pneumonia e internação hospitalar.  É fundamental tomar:

  • A vacina contra a influenza;
  • Febre Amarela (dose única);
  • A vacina contra a difteria e tétano;
  • A vacina contra a Hepatite B.

Só há uma adequada proteção depois da aplicação de três doses, com intervalo de dois meses cada. Dessa forma, após dois meses ele retorna para receber:

  • A segunda dose contra a difteria e tétano;
  • A segunda dose contra a Hepatite B.

Passados mais dois meses o idoso vai receber:

  • A terceira dose contra a difteria e tétano;
  • A terceira dose contra a Hepatite B.

Clique aqui e acompanhe uma entrevista sobre vacinação infantil com a Dra Helena Sato.

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